domingo, janeiro 25, 2009

JORNALISTAS TURISTAS - Cap. 5 - AVENTURA ATÉ JURUENA E SEUS ENCANTOS

Ji-Paraná – Juruena (MT)
Eu e a minha esposa também Jornalista Luciane Machado pegamos a estrada. Nosso destino é Juruena (MT). Depois de sobreviermos aos atoleiros do trecho conhecido por “Areião”, ficamos sabendo de uma estrada por meio de uma reserva indígena que estava um asfalto. Quase tivemos um treco e seguimos para Brasnorte (MT) fazendo planos de voltar por lá.
Ao entrar no asfalto alegria ao dirigir e acabamos atropelando um pato distraído na estrada. Era ele ou nós, pois vinha uma carreta de lá pra cá. Tocamos até Brasnorte era quase meio dia...

Brasnorte
12h30 horas do dia 27 de dezembro, chegamos a Brasnorte (MT) onde deixamos três passageiros que foram socorridos no “Areião” que de lá seguiriam até Aripuanã (MT) de Ônibus. Ficamos na curiosidade de conhecer as cachoeiras de lá, mas deixamos para outra viagem, pois a luta era contra o relógio a partir daquele momento.
Abastecemos, tiramos o excesso de lama do Siena 1.4 e pegamos estrada esquecendo até de almoçar. Combinamos deparar no primeiro boteco e encarar a culinária local.
Andamos 60 quilômetros pela MT-170 num asfalto impecável, otimamente sinalizado até pegarmos 55 quilômetros de estrada de chão. Desta vez em ótimo estado e pronta para receber a lama asfáltica. Achamos um posto com restaurante na parada da Lagoa da Prata. Chegamos e consumimos os dois últimos pedaços de frango empanado e tomamos um guaraná Marajá, que estava mais gelado.
Saindo Dalí chegamos à ponte do Rio Juína onde ficava a antiga balsa e lá tinha uma lanchonete boa, limpa e com comida nova. Mas tocamos em frente, pois pelos cálculos e indicações dos parentes teríamos que sair de Juína no máximo ás 14h30 para andar 155 quilômetros de péssima estrada de chão para chegar com a luz do dia ao nosso destino.

Juína
Antes de terminar o asfalto atenção máxima ao cruzar um assentamento de sem terras, onde fizeram uns quebra-molas imenso e sem placa. Quase não consigo parar e alcei vôo com meu carro literalmente que custou um amassamento no peito de aço da quase aeronave. Os últimos 50 quilômetros até Juína (MT) foram de asfalto novamente impecável. Rios lindos, vistas cinematográficas e trevo de chegada confuso e sem placas.
Como quem tem boca vai a Roma, perguntei e fomos para a cidade. Entramos na perimetral pela contramão, pois não tem nenhuma placa. Vimos a tempo e fiz uma manobra errada para achar uma entrada para então pegar o caminho até Juruena.Paramos no primeiro posto bonito da avenida e abastecemos e perguntamos: - Como está a estrada até Juruena? A resposta veio na mesma animação de quem recebe à notícia de que alguém da família morre. Era passado das 15 horas e não tínhamos escolha, encaramos mais um desafio pela estrada de chão.

Imponente Castanheira "Bertholletia excelsa"
na entrada da cidade a homenageia dando seu nome.

Tremedeira
O que não era atoleiro eram aquelas costelinhas na estrada de chão que são um teste de resistência para a suspensão de qualquer carro. Por sorte não havia chovido no dia anterior, mas o tempo estava nublado. Quem nunca dirigiu rezando, saibam que fiz isso pela primeira vez e em tempo integral no trecho. Sob a companhia de ônibus sem bagageiros, caminhões de frigoríficos e algumas carretas, chegamos até Castanheiras. Bela entrada da cidade com uma imensa Castanheira, mas a cidade não corresponde à beleza do belo exemplar plantado.
Rodamos mais 125 quilômetros, passando pela mega fazendo do Senador por Mato Grosso Jaime Veríssimo de Campos, com pontes de concreto feitas na gestão dele como governador. Cômico se não fosse trágico, pois após a bela ponte, o inferno na lama voltava à tona com a travessia de mais 27 pontes e pinguelas.
18h57 finalmente chegamos moídos, famintos e sujos até Juruena (MT).

Indecisão ao ver carretas atoladas e
não saber por onde passar no meio do nada.

Próxima Etapa
Belezas naturais de Juruena.

Não posso perder!
Tirar foto nos Rios até Juína.
Fotografar uma Cruz de metal antes de Juína. Na volta bato a foto!
Dar uma entrada na cidade de Juína com mais de 60 mil habitantes.

Não tem como fugir!
Dos atoleiros em estradas de chão neste período de chuva.
Da falta de informação nas cidades e postos de combustíveis.
Dos altos preços dos combustíveis.

ATUALIZAÇÕES!
Quem vai de Presidente Médici até o trevo de acesso a Rolim de Moura cuidado com os buracos. Avaliando a situação de 0 á 5, os buracos levam note 4.
Chegando a Vilhena abasteça nos postos de dentro da cidade. O Combustível é mais barato e as lanchonetes são mais variadas.
Mais buracos de Comodoro até Pontes e Lacerda.
São poucos, mas perigosos. Buracos de nota 4 e 5.
Até Cáceres buraquinhos nota 2.
Boa Viagem e até semana que vem!

2 comentários:

JUNIOR ANTONIO disse...

Também voei no quebra molas dos sem terra......hehe

Little'Boy disse...

Virei um fã seu! hahahaaha